Serra do Japi é um raro remanescente de Mata Atlântica no Interior do Estado de São Paulo. A riqueza de sua biodiversidade está diretamente relacionada ao fato de que a Serra do Japi se localiza em uma região de mata celiar , ou seja, uma região de encontro de dois tipos de florestas: a Mata Atlântica característica da Serra do Mar e a Mata Atlântica do interior paulista.
Seu nome tem várias justificativas, como a semelhança com o canto de um pássaro (iapi, iapi), e o significado da palavra tupi-guarani iapy (nascente de rios). A riqueza hídrica da Serra, mereceu a denominação de “castelo de águas” por parte de naturalistas europeus, segundo o Professor Aziz Nacib Ab’Saber. Este foi um dos aspectos considerados no processo de tombamento da Serra do Japi pelo CONDEPHAAT, além da existência de um mosaico de ecossistemas representativos em termos de flora e fauna, capaz de funcionar como espaço serrano regulador para a manutenção da qualidade de vida.
Sua área constitui-se de um conjunto de importantes acidentes topográficos e geológicos das Serras do Japi, Guaxinduva e Jaguacoara, compostos de diferentes rochas: quartzitos, granitos e gnaisses.
A Serra do Japi também representa uma das últimas grandes áreas de floresta contínua do Estado de São Paulo e é o testemunho de uma flora e fauna exuberante que existiam em grande parte na região sudeste do Brasil.
As diferenças de altitude, temperatura, umidade e solo encontrado na Serra do Japi contribuíram para a formação dos diferentes tipos de vegetação arbórea. As encostas e topos de morros fragilmente implantados funcionam como banco genético de vegetação tropical adaptada às áreas de solos ácidos e de baixa fertilidade natural, constituindo-se num importante refúgio para a fauna remanescente dos planaltos cristalinos interiores do Estado de São Paulo.
Devido à localização estratégica da Serra do Japi entre grandes metrópoles, como São Paulo e Campinas, e à sua proximidade com as principais rodovias do Estado, a Serra do Japi enfrenta atualmente pressões e ameaças como:
Atividades de lazer predatórias e incompatíveis com a preservação dos recursos naturais;
Cultos religiosos e Disposição inadequada de lixo.
Vários são os motivos para preservá-la: proteger sua rica e pouca conhecida biodiversidade, resguardar seus cursos d´água cristalinos – que poderão ser de grande valia para as gerações futuras -, por tornar nossa paisagem mais harmônica e bela, por ser uma das raras florestas do mundo sobre solo quartzítico. E principalmente, porque a nossa identidade está a ela associada. Não foi por acaso que a Serra do Japi foi escolhida pela comunidade jundiaiense como símbolo da cidade.